Seja feliz! Equilibre a sua vida e cuide de você!


Falar de “Work-life” balance é um tópico bastante amplo. Nós temos diversas áreas para serem equilibradas na nossa vida, por exemplo: família, profissão, desenvolvimento pessoal e espiritual, finanças, saúde, relacionamentos e lazer. Não é o intuito abordar tudo neste artigo, mas vou abordar alguns aspectos que podem te dar uma direção por onde começar a cuidar mais de você.

Vou começar contando a estória da Sônia, uma amiga minha. A Sônia estava sempre com cara de cansada, sentindo-se infeliz, estressada e estava pensando em largar o emprego. Ela era gerente de desenvolvimento de pessoas global e por isso, o horário de trabalho dela era todo dia estendido até tarde por conta de diferenças de fuso horários entre as regiões. Ela era casada e tinha um filho e estava ensandecida tentando equilibrar tudo.

Com base na estória dela, vou compartilhar 3 aspectos que a Sônia refletiu e que podem nos ajudar a ter uma vida mais equilibrada.

Felicidade está diretamente ligada a uma vida equilibrada e com propósito.

Você não consegue se tornar feliz apenas indo atrás de coisas externas como dinheiro ou status, por exemplo. Você tem de olhar para dentro.

A diferença de alguém que se sente mais feliz daquele que não se sente, muitas vezes, é porque o primeiro tem mais clareza e consciência do que move ele, do que o motiva.

Primeiro Ponto: Ter claro o seu senso de propósito, estar alinhado com os seus valores e objetivos.

Valores e propósito são fatores determinantes em relação a sua motivação, ao que te inspira na vida e tem uma grande influência na sua energia.

Estão relacionados com o que você quer fazer; como você quer fazer e o porquê você quer fazer.

Podemos relacionar o propósito com o que você gostaria de ser lembrado na vida.

Valores são os princípios pelos quais você vive – que são um produto das suas experiências passadas. Tem valor que é consciente para você, mas tem valores que você “herdou” e está associado com algum medo de alguma experiência passada e que você pode se questionar se ainda faz sentido para você.

Toda vez que você está fazendo coisas na sua vida que te leva a questionamentos ou conflito em relação aos seus valores, propósito, você sentirá desconforto e stress, e de alguma forma, desequilíbrio.

O autor Clayton M. Christensen, expert em inovação de negócios, professor da Harvard e que passou anos trabalhando ao lado de “pessoas de alta performance”, em empresas de sucesso, escreveu no seu livro “Como você irá medir a sua vida”:

“Os profissionais mais bem-sucedidos são aqueles que investem seus recursos não apenas no trabalho, mas em sua família e estilo de vida. Ao assumir a responsabilidade pelos nossos outros trabalhos, como criar nossos filhos, apoiar um cônjuge ou levar nossas próprias vidas com integridade, podemos alcançar o equilíbrio trabalho/vida que aspiramos. Só assim poderemos alcançar a verdadeira felicidade.”

Segundo ele, é a motivação, não o dinheiro, que é a maior fonte de satisfação no trabalho, e que, independentemente do quanto você trabalha ou quantas vezes você é promovido, são seus amigos e familiares que são a verdadeira fonte de felicidade.”

“O sucesso, fundamentalmente, é sobre ser fiel a si mesmo” – o que inclui o que você acredita e valoriza. Mahatma Gandhi

Se você começar a perseguir a definição de sucesso de outras pessoas, você terá perdido contato consigo mesmo. Este é um lugar estranho para se estar, porque, aos olhos da maioria das pessoas, você parece ser bem-sucedido. Você pode estar ganhando um bom dinheiro e parece ter liberdades que a maioria das pessoas não tem. Porém internamente, você se sente confuso e “preso”.

Se você estiver perseguindo as expectativas dos outros, você não estará sendo sincero consigo mesmo e não estará feliz.


Devemos lembrar que as prioridades e valores de alguma forma também podem mudar ao longo do tempo.

Por exemplo para uma jovem executiva, ela pode investir menos tempo no trabalho quando os filhos são pequenos pois para ela é muito importante estar perto deles neste momento de vida. Porém, depois que eles estiverem maiores, ela pode querer abrir o seu negócio e dedicar mais tempo ao trabalho.

Por isso, é importante ter mais clareza dos nossos reais valores, o que é mais importante a cada momento, e a cada dia, e assim saber as nossas prioridades e quanto tempo teremos disponíveis para alocar nas outras atividades e saber quando dizer não.

Segundo Ponto: Como você gerencia o seu tempo?

Antes de mais nada, você tem de se perguntar qual o estilo de vida você gostaria de ter?

Por exemplo, vamos supor que você é uma pessoa que valoriza demais a sua liberdade pessoal e não gosta de ficar presa a agendas fixas de escritório, você poderá optar em se adaptar ao horário fixo ou poderá negociar por um horário mais flexível ou mesmo poderá decidir que quer ter um negócio mais informal para poder ter mais liberdade e o estilo de vida que te faz mais feliz.

Gerenciamento de tempo é uma questão de “mindset” e de habilidades.

Interessante notar qual a sua definição de tempo ou como você encara o “seu tempo”?

Existem aquelas pessoas que sentem que nunca tem tempo para nada; que não cabe tudo no dia dela ou ainda estão sempre brigando contra o tempo - ou seja, elas se sentem sem controle. Por outro lado, existem outras que acreditam ter controle sobre o tempo delas e estão mais “OK” em como gerenciar e fazer as suas escolhas.

Uma definição para gerenciamento de tempo seria a arte de priorizar, arranjar, organizar e estruturar as agendas com o intuito de gerar mais produtividade. Parece fácil, mas para a muitas pessoas não é! E isso requer habilidades que podem ser trabalhadas.

Quais as principais perguntas que você deve se fazer:

  • Tudo aquilo que listei que queria fazer no dia é factível? Seja realista. O quanto você se sobrecarrega? Se sua lista de “to dos” não é realista, então pergunte-se:

  • Quais são as suas atividades não negociáveis?

  • Separar as atividades importantes das urgentes: Modelo “The Decision Book”:

  • Se não for urgente e nem importante – deixe para depois

  • Se for urgente, mas não é importante – tentar delegar para alguém

  • Se não for urgente, mas é importante – decidir quando fazer

  • Se for urgente e importante – fazer imediatamente. Essa é a sua prioridade para o dia!

  • Quais são as suas distrações? Você já parou para pensar quanto tempo você gasta com atividades que te tiram o foco? Exemplo: como você se distrai com social media. Existem estudos que apontam que nós olhamos mais de 200 vezes ao dia para nosso smartphone.

Veja mais dicas aqui no meu post sobre Como aumentar a sua produtividade em home office?



Terceiro Ponto: Encontre o seu Equilíbrio entre “fazer” e “ser”. Encontre a sua “quietude interior”

O que quero dizer com isso?

A gente tende a passar o dia fazendo mil coisas, já vai no automático de uma atividade para outra, nem pensa... a maior parte do que fazemos torna-se hábito.

Seu subconsciente determina 95% do seu comportamento. Esses comportamentos acontecem, principalmente, sem que você tenha que pensar muito sobre isso.

Então passamos a maior parte do nosso dia “fazendo” coisas.

No mundo de hoje, ocupado, barulhento, que nos distrai o tempo todo, é difícil achar o que em inglês chama-se “Stillness” e traduzo como Quietude.

Esses momentos de quietude, são momentos que nos trazem mais clareza, criatividade, nos dão “espaço interno” para simplesmente “sermos”, estarmos mais conectados conosco mesmo.

Então, o que é quietude? Pode parecer abstrato, mas você sabe quando experimenta.

Se você já teve aqueles momentos de insights espontâneos, de acessar sua intuição por exemplo, você experimentou quietude.

Se você já ficou meses ensaiando para uma única e poderosa performance e quando você pisou no palco, a coisa fluiu, isso é quietude.

Se você já viu o lento nascer do sol da manhã e sentiu o calor e o fato simples de estar vivo, você sentiu quietude.

Quando você encontra serenidade, quando você sente paz.

Cada pessoa tem a sua(s) maneira(s) de acessar essa paz.

Por exemplo, um artista quando está inspirado e pinta quadros; um cantor no palco numa performance; um esportista super-concentrado e focado em um treino.

Eu, por exemplo, tenho uma mente muito ativa, tenho dificuldade de fazê-la ficar quieta, o que me causa muitas noites de insônia, quando a mesma está mais agitada. Eu me lembro que até quando ia fazer ginástica, que o intuito era relaxar, não tinha jeito, já estava eu pensando em tudo que tinha para fazer e como iria dar conta! Conclusão: Fazia bem para o meu corpo, mas eu não estava com a mente relaxada, não tinha recarregado as baterias e zerado a mente.

A minha forma de aquietar a mente e encontrar serenidade foi praticando mindfulness.

Mindfulness é uma prática de estar atento e consciente sobre você mesmo, os seus pensamentos e emoções no momento presente, ou seja, é parar de se preocupar com o futuro e parar de pensar no passado. Além disso, também praticamos a aceitação do momento presente, sem julgamentos, o que diminui muito nosso nível de ansiedade.

A do meu marido, por exemplo, é quando ele toca a guitarra dele. Ele esquece o tempo passar, não ouve a gente chamar.

E você? Quando foi a última vez que você parou? Deixou o seu celular de lado, ignorou as notificações e simplesmente passou um tempo “parado”,” quieto”, estando reflexivo e presente? Qual seria a sua forma de praticar quietude?

Dê atenção à sua saúde física, ao seu espírito e à sua mente, e você pode cultivar quietude. Você pode sentir seu poder em sua vida. Então, acalme as coisas, desacelere!

Vocês devem estar me perguntando o que aconteceu com a Sônia?

A Sônia decidiu ficar no emprego dela. Ela negociou com a chefe de ter as sextas feiras “off” - onde ela consegue relaxar e se cuidar, fazendo atividades tais como ir ao cabelereiro, bem como participar de um grupo de meditação.

Ela utilizou os 3 princípios acima para tomar uma decisão. Ela chegou à conclusão que o emprego era alinhado com o propósito e valores dela de ajudar no desenvolvimento de pessoas; ela e ela foi hábil em negociar as suas prioridades e gerenciar seu tempo, além de começar a cuidar mais dela.

Sumário final para você refletir:

Primeiro ponto: Ter claro o seu senso de propósito, estar alinhado com os seus valores e objetivos

Seja sincero e responda:

· O que eu realmente acredito de verdade?

· O que eu realmente quero?

· Qual a minha definição de sucesso?

Segundo Ponto: Como você gerencia o seu tempo?

· Qual o estilo de vida que gostaria de ter?

· Como poderia desenhar as atividades do seu dia lembrando o que é mais importante a cada dia?

Terceiro Ponto: Encontre a sua quietude interior, equilibrando o “fazendo” com o “sendo”

· Quais atividades te permitem ‘ser” e como você pode abrir um espaço para isso na sua vida?

Boas reflexões!

Um abraço, Carla

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