Como você encara o seu trabalho? Relação entre emprego, carreira, "chamado" e propósito.


Algumas pessoas sabem qual a sua contribuição para o mundo e por qual causa estão trabalhando. Porém, muitas ficam "lutando" naquele dilema de encontrar a resposta e ficam cansadas de pensar qual seria o seu propósito de vida. Muitas sentem um vazio existencial e não sabem porque.

"Para que vim ao mundo?"

"O que posso fazer para contribuir mais para um mundo melhor?"

"Como posso encontrar mais significado em minha vida, na minha profissão?”


Algumas pessoas acham que para ter uma vida significativa elas precisam fazer algo grandioso ou alguma coisa que as torne mais conhecidas ou lembradas na humanidade. Quem disse que tem de ser assim?


O nosso propósito pode ser encontrado em pequenas atitudes e atividades que temos ao longo de nosso cotidiano, é apenas uma questão de como a gente enxerga e avalia as coisas.

Mais ainda, muita gente acha que encontrar o seu propósito é exclusivamente encontrar a profissão ideal que faça alguma diferença no mundo. Essa forma de pensar, exerce muita pressão na gente mesmo, não é mesmo?

Gostaria de dividir o trabalho efetuado pelas psicólogas Amy Wrzesniewski & Jane Dutton sobre Empregos, Carreiras e “Chamado”.

As principais distinções são estas:

As pessoas que têm Empregos só estão interessadas nos benefícios materiais do trabalho e não buscam ou recebem qualquer outro tipo de recompensa dele. O trabalho não é um fim em si mesmo, mas sim um meio que permite que os indivíduos adquiram os recursos necessários para aproveitar seu tempo longe do trabalho.

Os principais interesses e motivações das pessoas neste grupo não são expressos através de seu trabalho.

Em contrapartida, as pessoas que têm Carreiras têm um investimento pessoal mais profundo em seu trabalho e marcam suas conquistas não apenas através do ganho monetário, mas através do avanço dentro das estruturas nas empresas, além de uma busca por desafios. Esse avanço muitas vezes traz maior posição social, maior “poder” no âmbito da ocupação e maior auto- estima para o trabalhador

Finalmente, as pessoas com “Chamado” acham que seu trabalho é inseparável de suas vidas. Uma pessoa que acredita trabalhar em um “chamado” não trabalha para ganho financeiro ou avanço na carreira, mas sim pela realização que o trabalho em si traz para ela. Desta forma, normalmente as pessoas que se veem nessa categoria, se veem com mais propósito e tendem a se sentirem mais completas.

O interessante deste estudo é que a distinção de Trabalho-Carreira-Chamado não depende necessariamente da ocupação. Dentro de qualquer ocupação, pode-se encontrar indivíduos com todos os três tipos de relações com seu trabalho. Embora se possa esperar encontrar um número maior de pessoas que se declarem como “chamado” em determinadas ocupações, por exemplo, professores e profissionais da área de saúde, é plausível que vendedores, técnicos, trabalhadores de fábrica, faxineiros, etc possam ver seu trabalho como um “Chamado”. Isso foi provado em pesquisa.

Em momentos distintos de nossas vidas a gente pode experimentar essas diferentes categorias, não apenas para os nossos trabalhos em si, mas você pode usar essa classificação para qualquer outra atividade sua que você exerça, como por exemplo, cuidar dos filhos, cuidar de algum parente, cozinhar, correr em um grupo de amigos, pertencer a um grupo de discussões, etc.

Como você encara cada uma dessas suas atividades?

Talvez vocês já conheçam a estória de 3 pedreiros que estavam fazendo uma obra.

Passou uma pessoa na rua e perguntou a cada um deles o que eles estavam fazendo.

O primeiro respondeu: “Estou carregando tijolos”

O segundo respondeu: “Estou construindo uma obra e logo terei outra”

O terceiro respondeu; “Estou fazendo um templo onde muita gente poderá encontra a paz”

Entendeu a diferença?

Não importa O QUE você faz, mas sim COMO você faz e como encara cada situação.

Quanto mais você conseguir ressignificar as coisas que você faz, mais chance você terá de ver o mundo de uma forma mais relevante e por consequência ser mais feliz.

Pergunte-se:

- Como você enxerga hoje as suas atividades? Trabalho, carreira ou “chamado”?

- Qual é a mais dominante?

- O que você experiencia com mais frequência?

- Você se sente privilegiado de fazer alguma atividade?

Se quiser achar mais propósito para a sua vida, uma boa dica por onde começar é incluir mais atividades em que você enxergue como mais significativas e tenha o privilégio de estar fazendo e não como obrigações a serem concluídas.

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